Pressa, fome e consciência pesada

Sair para passear sem destino, quem nunca? Aproveitando um dos últimos dias ~agradáveis~ de friozinho e sol, nós três saímos perambular. Morrendo de fome, os três.

Só que nosso passeio sem destino realmente acabou nos levando a lugar nenhum. “Logo mais pra frente deve ter um restaurante” foi uma frase repetida por uns bons quilômetros. Oba um restaurante? Putz, lotado. Mas logo mais pra frente deve ter um restaurante.

Cheguei ao ponto de, num comportamento de drogado lariquento, correr desesperada de esquina à esquina procurando um lugar pra sentar, comer, amamentar e fazer xixi. Não necessariamente nessa ordem.

Parada no semáforo já observando as vinte e sete esquinas adiante, abriu verdinho, aperta o passo. Atravessando a rua, Herr diz:

– Você a viu?

– Quem? Um restaurante?? (?)

– Não, a loira magra alta que estava no nosso lado no semáforo.

– Nope, que tem de mais?

– Era Cláudia Schiffer

 

Hora de parar de procurar restaurante pra procurar academia.

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Licença?

Oi? Tem café?

Tem gente me chamando. Em vários posts. Gente se inscrevendo no blog. Gente que vem fazer perguntas sobre Alemanha, vistos, turismo e nem percebe que isso aqui está às moscas há mais de 6 meses. Uma salva de palmas para vocês, me fazem sentir mal em ter deixado o blog abandonado :~

A baixa quantidade de sonecas de Calvin não me permite “momentos de liberdade” o suficiente para escrever. E quando acontece de ele esticar as sonecas, significa que ele teve uma noite ruim. Se ele teve uma noite ruim, significa que eu também tive. E se eu tive uma noite ruim, me junto a ele nas sonecas :D

E atualizando os desatualizados:

Calvin nasceu dia 06.06, com três semanas de antecedência porque assim quis, caprichou na numerologia e como um alemãozinho pontual veio ao mundo às 18hr. E não, não foi cesárea.

E ele está tão delicioso que se come.

S2

Beijo de uma mãe com olheiras e sem esmalte x

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Não me chame pra passear…

…porque o custo x benefício não valerá a pena, pra nós duas.

– Minha bexiga sempre foi workaholic, a vida inteira. Nada complicado, nada sério… mas nunca recebeu por isso. Tadinha. Ou tenho quatro rins, vai saber?

– Acredito que o sonho dos meus pais era me casar com um filho de um grande empresário do ramo de papel higiênico, porque coooomo eu gastei papel higiênico nessa vida. Pai, mãe, se a economia de vocês aumentou foi por causa da minha ausência. Beijos.

– Aqui na Alemanha não é diferente mas ninguém controla meu uso de papel e encontrando rolos com até CINCO camadas de papel (estou no paraíso), nem dá pra perceber a quantidade gasta.

– Agora pegamos a bexiga em fúria e colocamos um feto saltitante em cima dela, 24 horas por dia. E ao andar, ambos entram em atrito e triplica a vontade de tirar a água do joelho. Essa vontade hercúlea na teoria não passa de 10ml na prática.  A cada meia hora.

– Banheiros públicos (inclusive de shopping) aqui são pagos. Alguns custam de 30 a 50 centavos e outros você doa o quanto quiser.

– Me chame para um passeio ao ar livre e eu gastarei mais dinheiro e tempo em banheiro do que na sua companhia.

– Me chame para sua casa, onde ficarei sentada o tempo todo e ninguém sairá ferido perdendo.

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Tá fácil?

Se não tá facil pra você, imagina pros Estados Unidos vendendo sorteiro de GreenCard pros alemães  no Groupon:

groupon greencard

Herr foi sorteado quando morava na Irlanda mas não conseguiu pegar folga para ir nos EUA retirar o Green Card. Imagina?

 

 

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Correio elegante

Novamente moro num prédio onde há lavanderia comunitária, a qual utilizo. É parecida com a lavanderia do outro prédio que morei antes de ir pra Inglaterra. Escrevi um causo daquela lavanderia aqui. O sistema de reservar horário com antecedência, utilizar moedas nas máquinas e manter a ordem também é similar.

Eu poderia ter uma máquina de lavar roupas em casa, mas até agora não vejo vantagem. Lá sempre acabo conhecendo alguém, trocando meia dúzia de palavras (não mais que isso, senão é abusar das alemoas) e o mais importante: as omas não sabem verificar a quantidade de ‘créditos’ que tem em cada máquina e sempre colocam mais moedas que o necessário. Aí que eu sempre acabo lavando roupa de graça hohoho :B

Tem duas janelas tipo basculante (palavra escrota do dia) que estão sempre fechadas por causa do frio. Teve uma vez lá pra dezembro que quando entrei na lavanderia, saiu de lá uma vovózinha fumando!! Fiquei meio sem reação, pois why fumar numa lavanderia comunitária? Ainda mais com janelas fechadas?!

Passaram os meses e eu senti umas 2 ou 3 vezes um cheiro fraco de cigarro, rastros da oma sem noção. É muita gente que usa a lavanderia, será que ninguém nunca topou com ela ou deu um toque na véia? Não. Mas tenho alguma vizinha com bom senso:

 

waschk ”Pro(a) fumante que joga suas xepas de cigarro na porta, sem palavras :(”

Meu Deus, isso significa que uma oma usa emoticons

Decadence da oma fumante avec elegance do recadinho

 

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A lei do retorno

Ontem falei que sou econômica né?

E a prova disso foi quando fui comprar a passagem de trem ontem na máquina da estação e quando fui inserir dinheiro, vi que alguém deixou um ticket usado (que pode ser usado o dia todo até 00:00) na máquina.

TageskarteSerá que se hoje eu falar que sou super econômica, encontro uma nota de 100 euros na rua?

Aguardemos.

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Evitando a fadiga

#Jaiminho

Eu não sou uma pessoa muito preparada pras coisas da vida. Pra isso eu nem gasto tempo me preocupando. Não, isso não é ruim. É vibe paz e amor, paciência e virtude, bons fluídos. Durma com essa filosofia de vida…

Quando eu descobri a gravidez, queria fazer algo pra marcar essa fase da minha vida. Aí comprei um caderno de folhas brancas e uma caixa de lápis-de-cor bem lindos. ”Vou anotar tudo que to sentindo, sonhos estranhos e efeitos colaterais”, pensei. E sabe o que aconteceu? Não senti nada, não tive sonhos estranhos muito menos efeitos colaterais. Não foi atoa que só caiu a ficha muito tempo depois do terceiro teste de gravidez que fiz (dois de farmácia e um de sangue). Eu comecei a escrever e desenhar neste diário em novembro e até agora preenchi duas folhas.

Na verdade eu tive um sonho bizarro só, o qual eu pari uma menina chamada Lüluü (???????) e ela tinha 4 anos de idade. Já Herr estava passeando no zoológico no momento do parto e veio pro hospital naqueles ônibus de turismo (vermelho de dois andares), sem a menor pressa do mundo. 

Depois que eu escrevi e desenhei a Lüluü no meu diário, eu nunca mais tive sonhos desse style (vai que a Lüluü traumatizou meu inconsciente) e continuei sem efeitos colaterais, enjôos ou afins.

Estou de 6 meses e sem ansiedade alguma. Dizem que ela vem depois, vamos ver. Decoração do quarto? Nada. Se comprei alguma coisa? Não. Mas também Calvin já ganhou um monte de coisas :) Vou em lojas de coisas de bebê e eu vejo tanta muamba inútil, tantas coisas que desnecessárias que Herr deve agradecer pela esposa econômica que tem. Gente, bacia de plástico pra molhar toalhinha de limpar o rosto do bebê. Repetindo: bacia-de-plástico-para-molhar-toalhinha-de-limpar-o-rosto-do-bebê. Pra que isso? Pois com a maternidade, eu finalmente ganho o aval de lamber meu dedo e esfregar na cara do meu filho! E em público, principalmente!

Enquanto isso, continuo minha rotina de afazeres do lar, desfilando meu pânceps pelas ruas, sentindo pequenas limitações físicas e muita voadora na bexiga :)

Calvin Alster

Portanto, façam suas apostas de quando começarei posts com mimimis e desesperos.

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