Os prós do sub

Tá foi mal, infelizmente não tinha ninguém melhor do que a Gretchen pra começar o assunto deste post.

E aí que ela virou notícia desta vez não por casamento e/ou separação, mas por ter se mandado [Débora Secco naquela novela mode on] proish Eshtadoish Unidoish [/mode off] e arranjou um trabalho como garçonete. Veja aqui.

Minha gente. Minha gente daí e daqui. Eu ashay o máximo. Super apoio, sigo no Twitter, dou força.

Por que? Porque rolou uma empatia. E não só minha, mas muita gente que já se jogou-uhul-pros-exterior.

Não pude deixar de lembrar minha chegada na Irlanda, franguinha, toda caloura. Assim como as dezenas que chegavam diariamente e dezenas que ainda chegam. No país em questão, além do (english) student visa obtemos uma permissão para trabalhar. ‘Eu vou dominar a ilha verde like a boss’. Né, sonho meu?

Aí depois de semanas já olhando com certa raiva para sua dúzia de currículos que você está pra entregar, cai a ficha. No início muita gente recusa e debocha dos “sub-empregos” que acabam sobrando para os não-irlandeses e não-europeus. A partir do desespero por falta de eurecas, a aceitação de que terás que mudar o rumo da sua procura por um emprego inicia.

“Meu Deus, acabei de me formar em administração, direito, enfermagem, engenharia, história, e agora vou ter que entregar jornal, virar garçom, segurar placa de propaganda, fazer Rickshaw, babá, faxineira?? O-que-minha-família-vai-pensar?? É.

Sua família assim como você e outros brasileiros jogados por aí soubesse o valor, experiência e aprendizado que se tem fazendo alguma atividade dessas com auto-aceitação, eles não hesitariam em se jogar também. Afinal, você brasileiro – na Irlanda ou em qualquer outro país onde você tem um work permit – paga suas contas, compra sua cervejinha, viaja Europa graças aos cheap flights e manda presentinhos pra família. É ou não é?

Enquanto isso, outros brasileiros quaisquer, ainda olham as pessoas do pé a cabeça criticando o que vestem.

Outro dia conheci uma brasileira aqui em Hamburgo, que mora aqui há muito tempo (digo pra mais de 10 anos). Não faz nada, não procura nada porque sabe que só vai arranjar emprego “ruim” (como disse ela). E vivendo com a renda do marido, tá bom assim. Tá bom assim, mas tá melhor que a língua alemã dela, a sua coragem e sua força de vontade. Com um emprego “ruim” consegue-se contato, referência futura e vergonha na cara.

E passar por isso com a idade da Gretchen é fantástico.

Sei de gente que voltou pro Brasil e mesmo com uma pequena experiência em qualquer “sub-emprego” teve sorte na procura de uma ocupação na sua área. “Morou fora né? Que chique. Ahhhh, foi cleaner? Ahm… coitada.”

Pessoas que merecem uma surra.

Por causa de um “sub-emprego”, hoje estou ganhando meu dinheiro, pagando minhas contas. E graças a este “sub-emprego” fiz ótimos contatos e em breve me aperfeiçoarei profissionalmente nesta área, unindo com minha profissão. E com muito prazer, porque sei que se daqui a dez anos eu encontrar uma franguinha recém-chegada na Alemanha que fale o então mesmo nível de alemão que eu… também teria o maior orgulho em ficar em casa durante uma década fazendo nada.

Pra quem não sabe, morei em Dublin de 2008 a 2009 e lá fui Aupair. Se alguém veio parar aqui no blog procurando informações, eu estou desatualizada já que a partir deste ano algumas leis para estudante não-europeu na Irlanda foram alteradas.

Pronto, falei. E agora é sua vez. Qual sua opinião?

 

 

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29 respostas para Os prós do sub

  1. Eve disse:

    Eu acho (e já escrevi no blog várias vezes tb) que o melhor de se morar fora é se reinventar. Exatamente pq, meo deos, eu nunca trabalharia de garçonete, zizus, na vida, oxe! Mas, né? É preciso recomeçar de alguma forma, encontrar novos caminhos e se reencontrar. E me diga, qual o problema?
    Acho legal que aqui na Alemanha, estudantes unversitários tem trabalhos assim, pra complementar a renda, pra viajar nas férias…
    O negócio é se sentir bem no que está fazendo. Se minha área fosse educação, por exemplo, trabalhar com crianças seria ótimo. Quer dizer, se eu tivesse talento e paciência…
    O que eu não aceito de verdade, é a categorização das coisas, do tipo: ah, vc é estrangeira, estrangeiro SÓ tem chance em sub-emprego e passar a vida acreditando nisso, porque (no caso da Alemanha) ou o diploma não foi reconhecido, ou o alemão não é satisfatório, ou algum alemão te colocou nessa categoria pra sempre e vc nunca mais “deve” sair dela, etc.
    Eu vejo oportunidades assim como uma fase e uma perspectiva: melhorar o alemao, adquirir experiências e referências e mais um degrau para a fase seguinte.
    Porque, pra mim (e fazendo uma alusão ao meu último post), isso é recomeçar, é tomar o tempo que é preciso para as próximas etapas. Vc é um bom exemplo, foi o com essa experiência que vc tomou o caminho do aperfeiçoamento e (mais) profissionalização. Não se deixou categorizar, não se resignou…

    Perguntinha: na categoria sub, estágio entra? ;)

    Bjs!

    P.S. Espero que o meu post não tenha servido de “inspiração” para o seu, por conta do “qualquer coisa que o valha”. Pois, falava da resignaçao, aceitar esse “qualquer coisa que o valha” (a categorização) e estagnar. Porque, pra mim, seria o mesmo que ficar os 10 anos em casa.
    Serião, não era essa a intenção, viu? ;)

    • brunahagemann disse:

      qualquer Aushilfe é válido! estágio também haha
      ah, esse post tem nada a ver com o teu, amorinha! simples e pura coinscidência dos astros! veja que sintonia linda S2 :-*

  2. Ingrid Souza disse:

    Olha, esse lance da Gretchen é conversinha, isso é marketing de um reality do canal Multishow, tipos, o programa chama tirando onda… até porque, pra trabalhar nos “isteites” precisa de visto de trabalho né, e isso eu acredito piamente que ela não tem, e se não tem, não seria nem louca de liberar geral publicando sobre o assunto, ela seria deportada e o dono da budega pagaria uma bela multa. =)

    Já sobre a experiencia na gringa, cansei de ver mãe de mocinha de classe média no Brasil enchendo a boca pra dizer AUUUUU PAIR, porque né, filho de pobre virá babá, filha da classe média vira Au Pair, o mais legal mesmo foi uma que ao saber que eu tinha trabalhado em um hotel em Dublin, virou toda cheia de poder e luxo e me disse, “Ahhh minha filha é do staf de MORDOMIA de um hotel em LONDRES!”, staf de MORDOMIA quer dizer ARRUMADEIRA.

    Aii, aii.. me cansa, me cansa essa galera, eu já entreguei pra Deus hahaha, melhor que isso só mesmo as dondocas que vivem as custas do marido e se acham fodonas! =)

    BEEEEEEEEEEEEEEIJOCAS!

  3. Ingrid Souza disse:

    Ahhh sim, quem falou que era do programa tirando onda foi um amigo meu do Brasil e eu acreditei por conta daquela cosia de visto e tals… =)

    • brunahagemann disse:

      Pois, pelos sites de fofoca vejo fiquei sabendo (tipo, super fonte) que brasileiros que lá moram ou passam férias a flagraram lá. E as imagens são de celular e talzes. Vamos ver colé! #ASAFLITA!

  4. Gabriel disse:

    Oi Bruna… adoro o teu blog… acho um dos únicos aqui da Alemanha não mulherzinha, que fica em 3 a cada palavras falando do marido….muito amor né? :) Além disso ele é muito engraçado, dou boas risadas com o teu texto.

    Bom, qto ao assunto…. pra brasileiro orgulho é tudo. Trabalho com IT faz uns 15 anos e qdo disse qur iria me jogar pra fora porque nao aguentava mais, rolou piadas do tipo… ah, vai trabalhar na cozinha… e coisas do tipo… mas quer saber? Eu acho que é a maior bobagem prestar atenção nesse tipo de comentário, porque são muito poucos que tem a coragem de colocar a cara a tapa, mas sobram palhaços como esse tipo de comentário.

    Em 2 anos de Alemanha, trabalho na mesma área que eu tava no Brasil e brinco até que fiz um move da minha vida do Brasil, com um upgrade de segurança e qualidade de vida…. faculdade, pós, mba…. não, vim pra cá com no máximo um curso técnico mas com vontade de “sangue” de fazer tudo o que for possível pra ter um emprego bacana, que me pague aluguel e me dê grana pra comer. Hoje estou um nível abaixo do que estava no Brasil, e na realidade estou tão motivado que to sempre ajudando, desde as minhas tarefas, colegas….. e isso conta muito aqui, disposição, cara-a-tapa, eu digo que a Alemanha não é para os fracos…. hehehe…

    Parece que foi ontem que cheguei na Alemanha com 3 mil euros no bolso, sem emprego, nem lugar pra morar.

    Continua com teus posts bacanas, please!!!!

    • brunahagemann disse:

      Oi Gabriel! Que lindo você, que fantástico teu comentário!! :-)
      Eu adoro quando as pessoas fazem, acontecem, produzem… me dá muito mais vontade de ir atrás. Principalmente aqui né, que vamos dizer, não é fácil.
      Cansei de ver cara feia e frescurice aguda, sabe?
      E voce, passa o segredo do seu sucesso, vai? :-D

  5. disse:

    Olha, estou rumando a conquista do diploma em jornalismo… E mesmo dentro do curso tive uma experiência como jornalista de carteira assinada ganhando o piso (no interior do RS, R$1250 por mês, é o que pessoas com 10 anos de profissao TAMBEM ganham =/) E juro, por mais que eu ame o curso, o aprendizado q ele me trouxe, eu não gostei da profissao… Ja tinha experimentado diversas áreas e a conclusão que cheguei é que somos explorados intelectualmente e fisicamente (correndo contra o relógio e atrás da notícia o tempo todo) demais pra ganhar tão pouco. As redações são enxutas, o plano de carreira é difícil pq quando se tem um emprego tem sorte; quando se tem carteira assinada um pouco mais, e crescer na profissão é raro viu! É um desânimo total pra quem não nasceu pra sofrer por amor a isso. E agora, tenho um bacurizinho pra cuidar, nao ta nao nos meus planos fazer plantoes semanais de novo, as vezes trabalhando 11hrs por dia quebrando a cabeça, stress, ficar doente… sinceramente? Não quero isso pra mim! Vou pra Alemanha ano que vem, mas já decidi abandonar a profissão! Não pq é super difícil conseguir emprego, eu lutaria com todas as minhas forças, mas porque não compensa… nem emocionalmente, nem pela saúde e muito menos pelo financeiro… Acho que a qualidade de vida vale mais! E agora, o que eu mais quero é um trabalho em que eu me sinta bem, nao importa se é plantando flores, limpando, atendendo, consertando… Mas tenho que sair de casa motivada e voltar tranquila e com saúde! Deitar e não ter que pensar em milhoes de assuntos e milhoes de egos dos quais “falei sobre publicamente”…. Então lembrei agora de uma música:
    “eu não estou interessado em nenhuma teoria
    em nenhuma fantasia nem no algo mais
    longe o profeta do terror que a laranja mecânica anuncia

    amar e mudar as coisas me interessa mais” :-)

    Prazer, camila

    • brunahagemann disse:

      Oi Camila! Tua profissão tem um pequeno problema chamado “necessidade da fluência da língua”, caso quisesse trabalhar aqui né? Tive algumas amigas jornalistas na Irlanda com este probleminha.

      Claro que eu generalizei no post, pois conheço brasileiros aqui que saíram do Brasil sem segundo grau e vem aqui, estuda, trabalha, gente sem frescura, até abrem próprio negócio. Acho lindo!

      Se eles conseguem, a gente também!

      Mas olha, quer saber? Pega na minha mão e vem saltitar comigo nesta terra de batatas! Preciso de uns empurrãozinhos rs :-D

      prazer e volte sempre!!

  6. Mel disse:

    Eu que ODEIO fazer limpeza, mas assim ODEIO MESMO, de querer contratar faxineira assim que assinar o contrato de emprego “nao-sub”, mesmo assim eu ralei de faxineira nessa Alemanha.

    Durante uma feira internacional eu trabalhei de 9:00 as 18:00 linda de interprete trilingue e ai as 18:15 troquei o terninho pelo moleton, o chinelo e o balde + vassouras e limpei 900m2 de area até as 01:00 da manha. Durante 5 dias seguidos.

    O pior foi o pessoal que da bom dia para vc de manha linda de terno e maquiagem, nem olha para sua cara quando vc se trocou.

    To nem ai. Sou pobre de grana mas nossa riqueza de espirito e conhecimento é MIL.

    Viva Gretchen!!

  7. Então que eu da Gretchen só ouvi falar, nem li nada a respeito a não ser as manchetes da globo.com (eu sei, esse meu nível me entrega).
    Mas tb acho que se é isso que ela está fazendo mesmo, ponto pra ela. Concordo com tudo o que você disse, a gente cresce e aprende horrores com esses “sub” empregos. Fui aupair aqui em Dublin também, foi difícil, mas super importante na minha vida.
    Beijos

  8. Acho super digno o que a Gretchen tá fazendo. E realmente estes “sub” empregos nos trazem experiencias ímpares. Aprender a língua, se inserir na cultura, conhecer pessoas, fazer contatos que futuramente podem ser importantíssimos, trabalhar humildade, pq realmente nao somos nada e qdo partirmos so levamos o q fizemos de bom para nos e para os outros. (Piegas ne). Mas é o que penso. Bj

  9. Fiquei chateada da forma como “noticiaram” !

    O povo pensa que quem chega no exterior já comeca na Penthouse. Todos comecam no poräo!!!

    Elas está certissima ! Pena que o povo é täo muquirento affe!

  10. vera disse:

    Muito bom post e falou a REAL. 2 anos na Alemanha e há 1 ano sou Aushilfe e nao morri e nem vou morrer e continuo estudando alemao seja na escola, em casa, na vida. Tenho diploma, experiencia no Brasil, mas aki tenho que me reinventar, se conseguir trabalhar na minha area Educacao, ótimo, se nao, nao vou me suicidar, vou viver :)

  11. gabriel disse:

    A receita é simples…. imagique tu tá no jardim de infância, onde tudo aprende. Estas aberto pra quase tudo, com o temperinho do bom senso… sério, issso abre muitas portas aqui.

  12. Cath disse:

    Show, seu post! falou tudo e bem bonito!! Eu acho que emprego, eh emprego em qualquer lugar do mundo e hoje em dia o que os estrangeiros faziam aki, esta sendo disputado a pauladas com irlandeses, ja que emprego eh raridade de achar na Irlanda. Concordo contigo qdo vc fala que se aprende muito sim. Aqui na Irlanda, se vc for cleaner ou manager o respeito eh o mesmo, ninguem sai falando ai credo ela eh cleaner como no Brasil. Entretanto, a situacao nao ta facil pq quem limpa hj em dia na Irlanda ta passando a sofrer como brasileiros que trabalham na area da limpeza ja que por causa dos cortes e recessao, aki uma pessoa tem que fazer o trabalho de 10. Mas mesmo assim o que importa, eh q faz bem pra mente, pro bolso e tb eh um stepping stone pro futuro. Eu trabalhei em recepcao de hotel, paguei o pao, mas aprendi muito tb bjuuss!!

  13. Simone disse:

    Bru eu fui au pair e odiei. Ainda vou ter dinheiro pra pagar um terapeuta e me livrar do trauma. ahahhahaha Mas sério, que você faz qualquer-quer-quer coisa no exterior e no Brasil (não precisa dar muitas explicações, diz que fez intercambio) pessoal te joga lá pra cima. Eu era apresentada na empresa que trabalhei enquanto aguardava meu visto aqui como a fulana que estudou em Copenhagen (quando eu só fiz 1 semestre do curso gratuito da prefeitura pra extrangeiros).

    Enfim eu “me dei” um tempo pra me arranjar na vida por aqui. Avisei marido, ou eu arrumo algo que curto trabalhar ou se sabe lá o telefone da casa dos meus pais eu to voltando pra casa. Graças a Deus tá dando certo e eu arrumei algo que é mais ou menos mas eu fico lá sentadinha no meu lugar e me tratam com o mínimo de respeito, se eu tivesse que ver gringo de novo perguntando se eu já tinha visto um microondas ou vir com piadinha dizendo que salvou a minha vida porque me deu um teto na Zoropa e um pocket money eu juro que surtaria de uma vez por todas.

    Gretchen não tá sabendo da crise dos states? Deveria ter se jogado pras bandas de cá :)

    beijos

  14. Becca disse:

    A diferença é que na europa qualquer emprego é digno. Minha cunhada é psicóloga formada na universidade de humbolt e ganha 1300 eur pra trabalhar 45h/semana em uma clínica de reabilitacao (deficientes, idosos e acidentados). Mas ela adora o trabalho! Tem gente que trabalha lavando janelas e ganha muito mais por hora do que ela, que pra complementar a renda faz outra coisa que ama: alta costura. E aí eu pergunto, o que eh mesmo subemprego? Conheço CEO’s de empresas na europa a que no verão vão trabalhar de bicicleta. No Brasil os manés acham que se nao tiverem um puta carro, nao merecem respeito. Quer dizer que respeito vale apenas o preco de um carro? Acho que qualquer trabalho honesto é válido e sempre se aprende algo, nem que seja saber que não eh isso que se quer para a própria vida.

  15. karine smith disse:

    Então, eu acho que não tem nada demais em se trabalhar em sub-emprego, mas vamos conversar que muita gente se acomoda, né?
    O problema de quem vem do Brasil para aprender inglês e vira cleaner é que não vai aprender inglês, simples assim, então se fosse EU, procuraria algo como au pair e tals, eu era vendedora de loja e considero como sub também já que tenho duas faculdades, o que não dá é a pessoa ficar satisfeita com qualquer coisa e nem tentar melhorar….

    Agora, essa da Gretchen tá me cheirando mais a marketing do que outra coisa…

    beijoca bruneca

  16. Thais disse:

    nao vou mentir, e dizer que nao liguei quando a porta deu na minha cara! me formei como arquiteta no brasil, mas ja tinha feito intercambios na franca e reino unido na minha area, alem de um mestrado na inglaterra,experiencia em estagios nos 3 paises e ingles e espanhol fluente, nada disso me ajudou quando cheguei aqui na terra da salsicha! me diziam que sem alemao nao dava, que levaria muito tempo pra eu aprender, chegaram ate a desconfiar se eu era arquiteta mesmo, pq brasileiro eh o povo do jeitinho. me senti muito mal, mas fui aprender alemao com raiva, pois nunca havia sofrido rejeicao profissional,e pra mostrar que brasileiro nao eh povo de jeitinho! pelo menos eu nao. passei 1 ano procurando emprego na minha area, e aprendendo alemao -a situacao do herr permitia- mas nunca desisti do meu sonho! hoje trabalho de arquiteta a 1 ano, falo alemao avancado, porem nao fluente, mas com simpatia e perseveranca a gente chega la! beijuuussss

    • brunahagemann disse:

      SE JOGA, BEESHA! Adorei seu comentário!! Eu ainda tome cagandinho de medinho besta, de confusão por onde começar… e adoro ver casos de Sususususu-cesso!
      Parabéns e viel Spass ;-)

    • Ana disse:

      Thais, gostei do seu post e me identifiquei. Quero trabalhar no que eu sei. Se precisar fazer o SUB- como vcs estão falando, a gente encarra. Mas o único senão pra mim, é a língua! Exigem um teste B2 ou C1! queria trocar uma ideia contigo. anacmandrade@gmail.com

  17. Jenny Albanaz disse:

    Eu também fui aupair, em Kiel – alemanha, em 2009… Muita gente achava loucura totaaaaaaal eu ir morar com uma familia que eu nunca vi na vida num país estrangeiro… Ouvi gente dizer que eles iam me vender como prostituta e essas coisas que a cabeça pequena desse país tem. “Vai trancar a faculdade, pra viver uma aventura? Absurdoooo…” Pois é, nesse absurdo, viajei a europa de sofa em sofa (couchsurfing), ganhei um alemao e ingles fluente, conheci pessoas maravilhosas, que hoje depois de 3 anos ainda tenho contato (como as minhas 4 crianças por exemplo), já voltei duas vezes pra visitar esse pessoal, e de quebra ainda consegui um lindo emprego na minha área aqui no Brasil por conta de toda a minha experiencia (“idiomatica” e pessoal. as empresas, ao contrário da população, enxergam muito bem a mente aberta de gente viajada).
    Para o proximo ano, meu marido e eu temos a intençao de embarcar de novo, e se precisar encarar um sub, aqui estamos nós, sem o menos medo de ser feliz!

    Parabéns pelo post!

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