Dublin

Frio na barriga ao decolar, arrepios ao desembarcar. Apesar de ter em mente todas as diferenças sociais e econômicas entre Irlanda e Alemanha, Dublin é meu xodó.

Depois de uma cantada medonha do oficial de imigração de lá, consagrei a saga de empipocar meus pés com calos para encontrar o ponto de ônibus na nova parte do aeroporto. Barata tonta era GPS perto de mim. Ninguém me avisa que finalmente o terminal novo ficou pronto, oras?

Sabe o mais bacana? É eu não apenas esquecer – mas realmente não saber o PIN do meu celular, que teve de ser desligado no vôo. Só tinha o endereço da minha amiga no bolso e uma breve idéia de como chegar lá. Me desesperei. Eu sei que os ônibus da Irlanda não são como os da Alemanha, onde every single bus stop tem nome – que você reconhece no letreiro dentro da lotação ou escuta no alto-falante e é pontual. Simples assim.

Na Irlanda o negócio é McGyver. Você sabe ou se vira.

Ah, e o busão de lá balança, caros amigos. Claro que na parte superior. E a freiadinha marota que o motorista dá bem quando você sobe as escadas segurando sua bagagem (já que na parte de baixo só há espaço para umas três malinhas)? E eu estava feliz.

Matei a saudade do bus irlandês e seus teens no fundão tocando hiphop nos seus telefones para todo mundo (inclusive os de fora) ouvir. Lembrei das minhas possíveis futuras missões de catar moedinhas. Em Dublin, se você não pagar o valor exato ao entrar no ônibus, você ganha um recibo que deves levar até o escritório do Dublin Bus trocar finalmente pelo troco. E só aceitam moedas. Fikadika!

Cheguei na casa da amiga, liguei pelo telefone dela pro Herr pedindo pra ele verificar meu PIN na minha papelada, mas o bonitão estava jogando futebol & bebendo (olha, morrendo de saudades de mim que lindo). Como vou sobreviver? Ainda com o cel da amiga (Vodafone na Irlanda é amor e com aquela promoção bacana que só quem teve/tem sabe) e consegui ligar para uns amigos sobreviventes.

E o barulho do semáforo quando abre pra pedestre? Que cá entre nós, é pra surdo e não pra cego! Uma sinfonia pública…

Antes de eu perambular pela cidade, já na quinta-feira quando cheguei fui encontrar esses amigos ‘da minha época’

 Rafaela, Everaldo, eu e Alessandra no FitzSimons

No fim da noite, voltei para casa da minha amiga de bus. E pra visualizar o ponto de ônibus à noite? Para isso, quando desci no ponto que me indicaram, Everaldo, o motorista do ônibus e mais um irlandês bêbado apontando pra onde eu tinha que virar a esquina (de um cruzamento de 5 ruas). Um trio à la aeromoças dentro do ônibus acenando meu caminho. Lindo isso. Quando teria isso nas Alemanha?!

Dia seguinte, finalmente depois de mais de um ano e meio – cancelei minha conta do banco. Para minha surpresa, recebi 1 euro a mais do que eu tinha na conta. Olhaí a crise econômica…

Dei aquela sacolada bacana na Penneys (Primark), com roupitchas descartáveis para o fim de semana.

Batendo perna pelo centro, encontrei mais uns brasileiros perdidos da minha época. E as pancadas de chuva seguidas de um solzinho tímido? Vento que sombrinha não aguenta, mas a sapatilha de tecido ensopada saiu viva.

E dizer “tchau” no comércio depois de comprar algo? Coisa de Alemanha. Tschü-üss! Eu disse ‘bye’ algumas vezes e os vendedores ficaram surpresos.

E bora reencontrar mais pípou

Bernard e eu, somewhere over the Grafton

Dia seguinte continua a saga de bater perna, seguida de mais um pub crawl (o famoso ‘de bar em bar’)

Renata (foto), Beatriz, Lilian, Eu e Cacau (foto). Ah, e um irlandês bicão -> coisa do cotidiano do povo

Uma alemã de Munique fazendo aniversário e despedida de solteira, eu e Lilian

 Um inglês fazendo despedida de solteiro e eu

Uma irlandesa doida de Galway

Uma parte de um grupo universitário da Münster (Alemanha)

PS: os alemães ficam tão simpáticos na Irlanda…

E outras fotos impublicáveis. Esta noite descobri o tal ditado “saí sem dinheiro e voltei alcoolizada”. Dica: saiam vestidos de noiva pelo Temple Bar.

Onde conheci o Herr

Eu, Ivna, Bia e Mara no restaurante Taste of Brazil

Feijoada batuta no restaurante: recomendo!

Spire: o agulhão ponto de referência na OConnell St

Temple Bar ao lado do rio Liffey com vista pro Spire

As inacreditáveis torneiras de Dublin: uma quente pra burro e uma fria pra caramba. Comofas?

Pose ‘segurei demais, posso me mexer agora?’ na Grafton St

A essência dublinense

Rio Liffey meio sequinho

Rio Liffey normalzinho

Sinalização necessária

Moda senhora irlandesa

Moda mocinha irlandesa

Moda masculina knacker

Portas georgianas e portão preto. Casa de papel.

Parede dry wall oca: ‘de papel’

Promoção inexplicável

Já na quinta-feira, a cidade se preparando para minha chegada a chegada na Rainha Imortal

Simpatia pela Bethinha (I)

Simpatia pela Bethinha (II) – e Ciara Smells…

Gracinha irlandesa (I)

Gracinha irlandesa (II)

Loja Carroll’s (I)

Loja Carroll’s (II)

 Loja Carroll’s (III)

Loja Carroll’s (IV)

Pracinha do Temple Bar

Grupo de turista desinformado catando moedinhas. Uns nem tinham e não puderam pegar o bus.

Na volta, estava no saguão de embarque. Na frente do portão para Hamburg, ficava o portão do vôo para Birmingham. Tinha ali um grupo de 17 knackers entre seus 15 e 18 anos. O último contato com a juventude que não veste jeans. Eles falavam alto, música no último volume. No lado do vôo para Hamburg todos lêem livro. Aquele silêncio de trem alemão (sem os birutinhas dentro).

Era exatamente o horário do vôo e ainda estávamos todos (do lado de cá) no aeroporto e o avião nem lá estava. Alemoada começou a virar as páginas de seus livros com uma certa violência, a olhar pra pobre irlandesa no balcão de embarque atirando raios lasers nela, bufar feito touro e transformar suas cores albinas em rouge. Ah, la pontualidad alemán…

Chegou a hora de embarcar. Pela minha surpresa, a knackerada que sentava no embarque de Birmingham veio para a fila de Hamburg. Oh-oh. Os alemães não estão preparados para viajar 1h45m com eles. Eu fiquei com pena de todos. Mas pela minha surpresa 2, quem fez show no vôo foi um bebê nas primeiras poltronas, claro.

Foram muitas emoções. Agradeço desde já àqueles que tiraram um tempinho para me encontrar, desculpa àqueles que realmente não deu tempo e aceito desculpas de quem não me viu :-P A viagem não faria sentido sem vocês todos aí.

Saí de Dublin estava apenas nublado. Cheguei em Hamburg, chovia. Onde está seu Deus agora?

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11 respostas para Dublin

  1. Miss Cherry disse:

    A foto com a cerveja de cafe gelado nada ne!?

  2. Ingrid disse:

    OH DEUS, que saudades de DUBLIN CITY e suas peculiaridades haahah

  3. Marcela disse:

    Aaaaai que saudades dessa cidade, desse povo doido que vive sua vida e não tá nem aí pra vida dos outros…Agora, Bruna, vc reclama dos ônibus daí porque nunca andou de ônibus no Brasil…para mim os ônibus de Dublin são perfeitos.

  4. Ivana Ebel disse:

    ahahahah Eu adoro os teus posts! Cara, como faz com aquelas torneiras LINDAS? Ainda não cheguei a conclusão alguma…

  5. Cintia disse:

    Saudade demais Bruna. Vc lembrou de cada uma! Afff… que delícia! Quem sabe um dia a gente não marca um encontro? beijos

  6. Mi disse:

    adorei o passeio virtual por Dublin! haha e depois do seu post to achando que o pessoal de lá é carioca. tem certeza que vc foi pra Dublin?? todo mundo zoado assim?! que show! fiquei curiosa pra conhecer. bjs!

  7. Ernani disse:

    Caraio, e eu perdi essa farra. Esqueci que a tal da rainha vinha pra cá… perdi até minha festa de niver. Humpf…
    Bom que vc matou saudade…

  8. Simone disse:

    Brunitz acredita que nunca fui a Dublin apesar de ter alguns amigos por lá. Falta temp$$$, Suas fotos estão lindas, no mais, eu só descobri o pin do meu celular depois de bloquear várias vezes e levar a maior bronca da compania por isso.
    Beijao

  9. Alice disse:

    Bru,

    Seus pots me fazem quer voltar correndo, ou melhor, voando para a Europa, seja Dublin ou qualquer um dos outros lugares que visitei e me apaixonei. Amavaaaaa demais e morro de saudades de cada single day vivido por lá. Seja nas coisas bizarras, no jeitão daquele povo, da pennys (ai como faz falta, muita falta), de comprar um pijaminha por tpm só para ficar feliz, de andar naquelas ruas… Tudo de bom na vida. Agora vem andar de bus em SP e veja como é divertido e sentir a poluição pura puríssima de SP.

    Beijo grande!!!!

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