John’s ville

Uma pausa sobre assuntos da Alemanha-matriz para falar de uma filial.

Hoje é aniversário de Joinville, 160 primaveras chuvosas.

 

Jotalelê é a cidade mais populosa do estado de Santa Catarina. Sim, maior que a capital Florianópolis. Já no verão, a população de Joinville diminui pela metade e a de Floripa triplica, néam? Bem, diz a lenda que Joinville tem ali uns 550.000 habitantes, algo nessa numeração; já dizem outras lendas mais realistas que tem quase um milhão. Povo do senso não sabe contar, vai saber.

Vamos lá, Wikipedia No dia 1 de maio de 1843, a princesa Dona Francisca Carolina, filha de Dom Pedro I, casou-se com o Princípe de Joinville, (chamado François Ferdinand) de uma cidade da França chamada Joinville Le Pont. O casal serelepe recebeu como dote de casamento este pedaço de terra próximo à colônia de São Francisco, (hoje a ilha e São Francisco do Sul – aquela que tem Ubatuba, há uns 50 km de Joinville).

Antes dos bonetenhos seguirem ao Brasil para seu magnífico dote, os moradores locais construíram uma casa bem bacaninha para a realeza. E também antes dos bonetenhos seguirem ao Brasil para morar em sua casa bacaninha, o rei da França Luís Felipe (pai do Príncipe de Joinville) é destronado e começa a crise do (ex-) rei francês, deixando-o cada vez pobre (bum, tchi bum, bum bum bum bum).

Na pindaíba, o Fran e sua musa Dona Chica Carol (phyna) nem chegaram a atravessar o Atlântico e nunca pisaram na terrinha Jotelelense.

Sem perspectivas de bíziness, François vende este dote para o alemão Christian Mathias Schroeder, dono da Sociedade Colonizadora de Hamburg. Pode ser?

Christian pegou uns barquitchos, encheu de alemãozitchos e levou para a territcha. Este primeiro barquitcho desembarcou dia 9 de março de 1851 – na agora chamada Colônia Dona Francisca. Logo depois resolveram trocar para Joinville. Olha o machismo. Dona Chica-ca admirou-se-se

Moral da história 1: e se não fosse a crise do rei da França em 1848, eu não estaria aqui.

Moral da história 2: se a realeza tivesse ido à Joinville, talvez eu estivesse aqui mesmo.

Moral da história 3: se não fosse a venda do dote, eu seria meio portuguesa.

Moral da história 4: o mundo é grande mas eu volto da onde o meu tataravô saiu. Bairrismo puro. Gueto da galëre.

Moral da história 5: estou confusa

Este seria o Cafofo da Chica e do Fran. Hoje é o Museu Nacional de Imigração e Colonização

 Peça de decoração de cozinha, dentro do museu

Registro do Corpo de Bombeiros Voluntários, fundada pelos alemãozitchos e que funciona até hoje

 


O Moinho da Oma

 


Pórtico da entrada principal da cidade

 


A Estaçón Ferroviária

 


A Extinta FENACHOPP

 


O delicioso e tradicional Restaurante ‘Sopp’

 

 
Parte interna do bar e restaurante Biergarten

 


Um dos melhores pastéis do mundo – no Maxi Moppi

 


As tradicionais empadinhas do Jerke :)~

 

E que feriadaço BACANA a txurma tem esse ano heim?

 

 

Anúncios
Esse post foi publicado em Aleatórios. Bookmark o link permanente.

11 respostas para John’s ville

  1. Lívia disse:

    Que cidade linda! \o/

  2. Igor disse:

    Conheço bem esta história. 5 moral da história, 5 gerações,e eu com 55 lendo isto tudo. Gostei demais.
    Bejão
    Papi’s

  3. Eve disse:

    moral da história 6: vc me deixou confusa. ;)
    bjs!

  4. Youkai disse:

    Adorei a sua versão da história, mas só posso dizer que graças a isso, hoje adoro Joinville, com todos os seus problemas e belezas.

  5. Lívia disse:

    Oiee!

    Obrigada por ter visitado meu cantinho tbm, viu!

    beijinho e bom fds! *

  6. mepagaumacoca disse:

    Morei dois anos e meio em Floripa e nunca conheci Joinville. Que droga. Mas ainda quero conhecer.
    Beijo!

  7. Carla Silva disse:

    Essa parte do feriado ser bacana é relativo, né.
    Porque eu, escrava (shtá!), trabalhei segunda e têuça.
    Rá.

    Tudo bem, nem queria mesmo.
    Hahahaha..

    Bêjo!

  8. Patricia disse:

    Olá Bruna. Cheguei a seu site através do VnV, pesquisando sobre a Europa, para onde embarco na próxima semana e ficarei por 20 dias. Adorei os posts e levei um susto quando li este, pois também sou de Jlle (mas morando há 15 anos no RJ). Onde vc estudou em Jlle?

    Parabéns pelo blog.
    Abraços

    • brunahagemann disse:

      Olá!
      Obrigada pela sua visita e seu comentário :-)

      Eu estudei no Elias Moreira minha vida toda, me formando lá em 2001.

      Vens para Hamburg também? Quem sabe não nos encontramos? Adoro conhecer brasileiros perdidos!!

      Até mais,
      B.

      • Patricia disse:

        Olá Bruna! Eu também estudei no Elias Moreira durante muitos anos, só saí de lá no 2º ano para o Positivo. Mas infelizmente, lendo seu blog, verifiquei que nossas idades não “batem”….rsrs. Já tenho 32 anos e em 2001 já estava casada e com filhos….rsrs. Muito bom te conhecer, espero que vc seja muito feliz aí e tenha muuuito sucesso! Também deixei Jlle por amor, moro no RJ e agora, depois de 15 anos de casada e 3 filhos, faremos nossa primeira viagem à Europa. Infelizmente não passarei por Hamburg (pelo menos não nessa primeira viagem)…somente por Munique. Mesmo assim vou ficar de olho no seu blog! Obrigada! Bjs.

  9. Patricia disse:

    Só um adendo: conheci meu marido em Jlle e nosso primeiro encontro foi justamente no Sopp! Todos os anos, ao visitar minha família, vamos jantar lá para comemorar. Já são 15 jantares…
    Bjs

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s